Ano Novo inicia com luta na EURORESINAS

Para os trabalhadores da Euroresinas em Sines, o ano novo inicia-se com luta por melhores salários. De acordo com o pré-aviso de greve emitido, a ação de luta destes trabalhadores começa às 00:00 horas do dia 4 de janeiro e prolonga-se até às 24:00h do dia 13 de Janeiro. Está ainda agendada para as 8.30h do dia 4 de Janeiro, uma concentração de trabalhadores junto à portaria da fabrica, como forma de protesto. O aumento digno dos salários encabeça o principal objetivo pelo qual os trabalhadores decidiram avançar para a greve, entre outros que constam do Caderno Reivindicativo apresentado.

Este é um processo de negociação que se arrasta há já alguns meses e desde o início do mesmo que, os trabalhadores foram sempre muitos claros nas suas reivindicações e convictos da sua justeza, o que tem gerado muito alarido e inquietação no seio da administração, mas sem que até ao momento esta responda com propostas justas aos baixos salários praticados numa industria tão exigente.

Perdura no tempo a politica de baixos salários

Recordamos que desde 2019 o salário mínimo aumentou 85 euros, mas já o mesmo não podem dizer os trabalhadores da EuroResinas dos seus salários.Assim, com o salário mínimo aumentar novamente no presente mês, os trabalhadores da EuroResinas estão hoje muito mais perto do salário mínimo que há três anos atrás, o que parece não incomodar a Administração, já aos trabalhadores incomoda bastante pois têm que fazer face aos aumentos generalizados de todos os bens de consumo e do custo de vida.

As “lágrimas de crocodilo”, demonstradas na ultima comunicação enviada aos trabalhadores, não ficam bem aos representantes da Administração que continuam sem explicar por que razão é possível para empresas mais pequenas suportarem aumento do salário dos seus funcionários nos últimos 3 anos em 85 euros e a EuroResinas, empresa do Grupo Sonae Arauco, insistir em não o fazer, mesmo quando já afirmaram, terem resultados positivos em 2021.

Ainda recentemente, o Jornal “Negócios” dá nota do choque dos belgas do Grupo Decospan, a quem foi vendida a fábrica de Castelo de Paiva, com os baixos salários praticados pela Sonae Arauco. Mais palavras para quê?

Propostas de aumentos salariais discriminatórios, não obrigado!

A administração da EuroResinas, nas reuniões de negociação realizadas até ao momento, tem vindo a fazer exercícios diversos de distribuir um mesmo bolo de várias formas e que, à partida já sabia ficarem aquém das reivindicações dos trabalhadores, nunca se aproximando de forma aceitável do que pelos trabalhadores é reivindicado e inclusivamente apresentando propostas de aumentos salariais que tratam de forma discriminatória os trabalhadores da EuroResinas. Todos os trabalhadores contribuíram para o sucesso da empresa todos devem ser compensados da mesma forma.

A atual proposta de aumento salarial apresentada pela administração não chega sequer para que cada trabalhador consiga diariamente comprar um pão!

Só não vê quem não quer, os salários na EuroResinas têm de ser aumentados de forma justa para permitir uma vida digna aos trabalhadores e com isso também dinamizar a economia, sem a apresentação de propostas de aumento salarial neste sentido por parte da administração, o caminho só poderá ser a luta!

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